Foto: Reprodução da Internet

Nesta terça-feira (17), às 19 horas, acontece no Santuário-Basílica de Santo Antônio, a primeira Missa em Ação de Graças aos Doadores de órgãos.

A Missa será presidida pelo padre Vandaike Costa Araújo, assessor eclesiástico da Pastoral da Saúde e Capelania Hospitalar da Arquidiocese de Vitória, em quatro intenções gerais: em solidariedade às pessoas que esperam por um transplante; em agradecimento às famílias dos doadores; pelo encorajamento e conscientização das pessoas e famílias para doarem órgãos; e por fim pelos profissionais da saúde que atuam no processo de doação de órgãos.

Setembro Verde

O mês de Setembro é marcado por muitas lutas, uma delas é a doação de órgãos, que ainda é tabu na sociedade. No dia 27 deste mês, é celebrado o Dia Nacional da Doação de Órgãos, e durante todo mês é realizada a Campanha Setembro Verde, que objetiva lembrar e conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos.

Foto: Setembro Verde / Reprodução da Internet

Fila de espera

No Espírito Santo, até maio deste ano, havia mais de 1,1 mil pessoas aguardando órgãos. E ainda segundo a Central Estadual de Transplantes a maior demanda é por um rim.

A Igreja Católica, por meio de sua doutrina, ensina que a “transplantação de órgãos é conforme a lei moral” (Catecismo da Igreja nº. 2296). O mesmo parágrafo qualifica o gesto de doar órgãos como “um ato nobre e meritório”.

Para Maria Machado, Coordenadora da Central Estadual de Transplantes do Espírito Santo, “a missa é um momento de agradecer e também de lembrar a todos a importância de realizar este gesto de amor”, afirma.

Como doar órgãos?

Para se tornar um doador de órgãos não basta apenas externalizar o desejo. É preciso dizer a família, conversar com a família sobre o desejo de ser doador e deixar claro que eles, familiares, devem autorizar a doação de órgãos. Isso porque no Brasil, a doação só é feita mediante autorização familiar.

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De acordo com o Ministério da Saúde, pela legislação brasileira, não há como garantir efetivamente a vontade do doador, no entanto, observa-se que, na grande maioria dos casos, quando a família tem conhecimento do desejo de doar do parente falecido, esse desejo é respeitado. Por isso a informação e o diálogo são absolutamente fundamentais, essenciais e necessários. Essa é a modalidade de consentimento que mais se adapta à realidade brasileira. A previsão legal concede maior segurança aos envolvidos, tanto para o doador quanto para o receptor e para os serviços de transplantes.

Para quem vão os órgãos doados?

Existe uma fila de espera de acordo com a urgência. Portanto, os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e aguardam em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado. A lista é controlada também pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

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