Foto: Pe. Raifran Sousa / Reprodução do Facebook

Aquele velho sacerdote estudou em Roma, fez Doutorado, foi pároco de Catedral, trabalhou na Cúria e foi o braço direito do Bispo.

Quando o Bispo, na reunião do Clero, perguntou quem queria ir para uma pequena e esquecida cidade do interior, ninguém se aventurou a levantar a mão. De repente, uma mão surge no meio dos clérigos. Aquele homem queria ir!

Todos assombrados com ele, um homem de sua vergadura, querer ir para aquele lugar distante de tudo! E foi…lá ficou 30 anos. 

Um novo Bispo chegou e foi visitar o velho padre. Longe era o lugar, um difícil acesso e com temperaturas altas.

Ao ver o padre, como vivia e como era – casa simples, jeito simples, vestes simples e um sorriso bem latente – mas uma Igreja belíssima, zelo pelo sagrado e profundo amor ao povo, o bispo não se conteve e teve de perguntar ao padre:

– Como pode, um homem com seu currículo, anos estudando em Roma, pároco de Catedral por tanto tempo, homem da Cúria e com tantos títulos ter vivido tantos anos neste lugar?

O padre com um largo sorriso e delicadeza respondeu:

– Excelência, aprendi duas coisas na vida: lá Jesus estava, aqui Ele também está!
Lá eu vivia pobre, aqui também eu vivo pobre!

Não é o lugar! Não são as pessoas! Somos nós e o nosso coração. Se o damos a Deus e para Ele confiamos nossa vida, Ele tudo fará! E de resto não importará onde estamos, não importará nossas bens ou nossos títulos, o que realmente importará é o amor que ofereceremos aos outros.

O bispo em silêncio não soube o que dizer. Apenas abraçou aquele padre.

Padre Raifran Sousa


Pe. Raifran Sousa é Administrador Paroquial da Paróquia São Sebastião em Vila Boa – GO. Professor de Teologia com formação em Filosofia e Teologia.

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