Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

No dia 27 de junho, celebramos Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Nada melhor que iniciar esta coluna, consagrando-a à nossa Mãe do Perpétuo Socorro!

Trata-se de uma devoção muito popular em nosso país, graças ao trabalho incansável dos Redentoristas, que por desejo do Beato Pio IX, difundiram esta devoção mariana em todo o mundo.

É provavelmente o ícone bizantino mais famoso do ocidente, que nos fornece uma excelente oportunidade para refletir sobre o papel de nossa Mãe em nossa vida interior.

A Serva de Deus Madre Maria dos Anjos Sorazu, monja concepcionista, nos dá um maravilhoso testemunho de como a verdadeira devoção à Maria nos conduz à identificação com Jesus – que ela chama de “enjesusamiento” – e assim à vida de união com a Santíssima Trindade.

A Madre Sorazu foi uma verdadeira alma mariana, que se consagrou totalmente à Maria. Na sua Autobiografia, ela conta uma graça mística mariana ligada precisamente à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro:

“No mês de setembro [de 1894], uma manhã, ao sair do Coro beijei a imagem da Virgem do Perpétuo Socorro que ali havia, e enquanto a beijava, disse à Senhora: “Dai-me este Menino, o que te custa colocá-lo em meu coração?”.

Pareceu-me que o divino Menino chamava minha atenção para que visse sua atitude, e que me dizia: “Como vês, estou à disposição de minha Mãe, colocadas minhas mãos nas suas, disposto a ir aonde me leve. Dela depende que me entregues a ti”.

Surpreendeu-me que a Virgem adiasse a graça da união que solicitava, dependendo dela, como me insinuava Jesus, e lhe disse: “É possível que faças isso comigo que tanto te amo e me regozijo na tua felicidade mais que na minha?”.

Os Anjos que o quadro representa à direita e à esquerda da Virgem, mostraram-me as insígnias da Paixão que levam nas mãos e me disseram que tinha que padecer uma tribulação antes de Deus se entregar à minha alma.

Senti um grande amor ao sofrimento, e recebi alentos para padecer tudo o que Deus Nosso Senhor quisesse. Me retirei alegre como Páscoa, ansiosa em me preparar para a divina união com a tribulação que tinha me sido anunciada”.

Esta graça tão desejada por ela chegará em breve, em 25 de setembro deste mesmo ano: serão os desposórios espirituais, em que “depois de ter me revelado o que é em Si, isto é, a suma Grandeza, o sumo Bem e o que era para mim, e que estava mais unido a mim que minha própria alma e a vida que gozo, se inclinou benignissimamente, e se deixou cair em mim como água que se derrama, ao mesmo tempo que parecia que se lançava nos meus braços, do modo que um pai se lança nos de sua filha, um esposo nos de sua esposa, e a criança no colo de sua mãe”.

Entre noites e tribulações, avança a alma mariana, para a União com a Trindade. Para Madre Sorazu, esta grande graça chegará em 11 de junho de 1911, assim escreve:

“Minha alma entrou em nova fase de vida, numa espécie de festa ou solenidade perpétua da santíssima Trindade e participação da eternidade ditosa e fiquei associada à vida de Deus Uno e Trino”.

Como vemos o itinerário da verdadeira alma mariana conduz sempre à união com Deus Uno e Trino. Não é esta a plenitude de nossa vocação batismal?

Peçamos à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro a graça de sermos fiéis ao chamado de Cristo! Que o bom Deus nos conceda a grande graça de sermos verdadeiras almas marianas e de vivermos esta união com a Santíssima Trindade!

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