Minha família sofreu por anos com o problema da bebida e por muito pouco não se desfez, não foi destruída como tantas outras estão sendo ou foram por causa do alcoolismo.

A bebida deixou marcas, cicatrizes em nossa relação familiar que, hoje não doem mais é verdade, mas elas estão ali pra nos fazerem lembrar de tudo aquilo que vivemos e superamos com a graça de Deus.

Só quem conviveu ou convive com um dependente sabe o quanto é difícil e desgastante a relação família x álcool. O dependente sofre por causa do vício, mas os que convivem com ele sofrem ainda mais. Muitos não sabem como lidar com o dependente e muito menos o que fazer para ajudá-lo.

Pensando nisso, listei alguns passos e lições que podem ajudar a compreender o que fazer quando a pessoa não admite ter problema com a bebida.

Julgo ser importante para os que estão tendo de lidar com o mesmo problema e buscando ajuda para si ou para os dependentes.

  1. NÃO DISCUTA

O primeiro passo ao lidar com o dependente talvez seja o mais difícil, pois cada pessoa reage de maneira diferente quando está tomada pelo álcool.

O importante é evitar ao máximo discutir com ele, muito menos gastar energias pedindo que pare de beber, pois, quando está claro que a dependência está instalada, ele dificilmente vai conseguir abandonar o vício por conta própria.

2. DEMONSTRE PREOCUPAÇÃO

Você já deve ter presenciado inúmeros episódios causados pela bebida. O segundo passo é comunicar ao dependente, quando estiver sóbrio, sua preocupação com o que está acontecendo.

Relate alguns episódios para que ele tenha ciência do que aconteceu quando estava tomado pela bebida. Ao final, peça que aceite tratamento, diga que ele merece ser ajudado e que os que convivem com ele – esposa e filhos – também precisam de melhores cuidados.

3. PROCURE AJUDA

Descubra quem pode reforçar seu apelo para que aceite tratamento. O terceiro passo é procurar ajuda de pessoas que o dependente respeita e escuta, pode ser um amigo mais próximo, um parente, um membro do A.A ou um religioso.

Combine de conversar com o dependente junto deles, mas evite levar muitas pessoas, duas ou três no máximo. Reforçar seu apelo para que busque tratamento, ajudado por pessoas que gostam e o respeitam, pode ajudar a penetrar sua resistência e fazê-lo enxergar a realidade em que ele se encontra.

4. NÃO O QUESTIONE SOBRE A DEPENDÊNCIA

Questionar se a pessoa bebe demais, se a bebida é problema para ele, é perda de tempo. Todo dependente passa pela fase da negação e não consegue enxergar que a bebida está destruindo sua vida e de certa forma dos que convivem com ele.

É importante insistir, pois você já sabe que ele bebe demais, que ele procure tratamento. Mesmo que ele reaja de forma negativa e demonstre resistência, bata na tecla de que o tratamento será importante, que fará bem para ele e sua família.

5. SE ELE RECUSAR TRATAMENTO SE OFEREÇA PARA IR COM ELE

Participamos de muitas reuniões do A.A na época. A intenção era dar apoio, pois muitos dependentes desanimam ou não tem disposição para frequentar as reuniões. É importante que pessoas da família estejam dispostas a participar de algumas reuniões caso o dependente continue recusando tratamento.

CONFIAR EM DEUS

Nos Evangelhos, é possível encontrar diversos relatos de milagres realizados por Jesus. Por meio dos nossos esforços, Ele quer continuar curando cegos, enfermos e ressuscitando todos os que já se encontram “enterrados” no túmulo por causa do alcoolismo.

Deus é contigo, creia e não desista!


Referências
Pe. Guilherme Tracy, C.Ss.R. e Ir. Terezinha Dias, FdM, Meu pai bebia demais: hoje sou um adulto que sofre. 7ª ed. Aparecida, SP: Editora Santuário, 2012. 46 p.

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