Dom Paulo Bosi é bispo da Diocese de São Mateus / Foto: Diocese de São Mateus

A Diocese de São Mateus divulgou novas orientações sobre o fim do uso de máscaras em espaço religiosos, logo após a coletiva de imprensa do governador Renato Casagrande, que desobrigou o uso de máscaras no Espírito Santo.

Confira na íntegra as orientações divulgadas pelo bispo diocesano Dom Paulo Bosi Dal’Bó.

São Mateus-ES, 07 de abril de 2022.

                       “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 1,10).

AOS PRESBÍTEROS, DIÁCONO, RELIGIOSOS (AS) E POVO SANTO DE DEUS

Amados irmãos e irmãs em Cristo Jesus, o uso de máscaras de proteção contra a Covid-19 não será mais obrigatório no Espírito Santo. Esta informação foi divulgada pelo governador Renato Casagrande, na tarde de quarta-feira, 06 de abril de 2022. Diz a nota do governador Renato Casagrande:

“Nesse novo momento, não precisaremos mais usar as máscaras. Estamos desobrigando o uso de máscara. Esse é um passo simbólico. A partir deste momento, o uso não é mais obrigado. Isso não quer dizer que as pessoas não devam usar”.

Segue o Governador: “As áreas de saúde ainda precisam usar as máscaras. Mas há orientação para população vulnerável, para as pessoas não vacinadas, imunossuprimidas, com doenças crônicas, gestantes. A gente faz a recomendação para que usem a máscara, mas não há mais a obrigação”.

Segundo ele, a máscara segue recomendada para sintomáticos e que não haverá mais mapa de risco e cobrança de passaporte vacinal. O mapa classificava as cidades do estado e era divulgado semanalmente, as regras de combate à pandemia variava de acordo com a classificação do município.

Todos nós sabemos e confirma o Governador Casagrande que o momento atual da pandemia só foi possível graças à vacinação contra a doença.

O Espírito Santo tem 90% dos adultos vacinados com duas doses e 49% deles também com terceira dose. 88% dos idosos estão com a terceira dose, 69% dos adolescentes com segunda dose e 46% das crianças com a primeira.

Assim, comunico a todos que a partir desta data, o uso das máscaras não será mais obrigatório nos Templos e espaços de atividades religiosas.

Aconselho aos párocos e equipes de acolhida que mantenham o álcool a 70% (setenta por cento) ou outro produto desinfetante em locais estratégicos para a higienização das mãos daqueles que desejarem ao entrar na igreja ou em outros espaços de atividades religiosas.

Caso alguma Paróquia volte à classificação de “risco baixo e moderado”, oriento aos párocos, que em todo momento, sejam observadas as orientações das autoridades sanitárias locais, estaduais e as orientações diocesanas já enviadas no tempo de pandemia.

Muitos fiéis estarão usando máscaras e exigirão de nós todos os cuidados necessários, por isso, oriento também que tenha disponível álcool para higiene das mãos dos Dirigentes, Leitores, Salmistas, Ministros da Eucaristia e o Ministro Ordenado ao participarem na liturgia, presidirem a Celebração da Palavra e a Celebração Eucarística e, especialmente, ao distribuírem a Sagrada Comunhão.

Sugiro que durante a distribuição, por enquanto, usem máscara. Quando pela visita ao idoso ou enfermo, higienizem as mãos e utilizem máscaras.

Durante a Semana Santa temos muitas ações litúrgicas importantes, bem como muitas devoções, ofícios e procissões. Algumas delas envolvem gestos de proximidades, como o ‘beijo na cruz’ na Sexta-feira Santa.

Oriento gestos como este ou mesmo contato com outras pessoas (como o abraço da paz) que sejam, por enquanto, suprimidos. Somente o padre ou o dirigente da Celebração na Sexta-feira Santa beija a cruz em nome de todos os fieis.

O pároco e o administrador paroquial avaliem a partir de sua realidade paroquial e municipal as ações durante este tempo em que a retomada das atividades religiosas sem o uso de máscara está em andamento.

Em caso de mudança no cenário atual, em breve, apresentaremos novas orientações.

Que Maria, Mãe de Jesus e nossa, cubra-nos com seu manto materno e interceda a Deus, para que seu Filho Jesus, presente na Eucaristia e na Palavra, traga muitas bênçãos, graças e cura dos males corporais, espirituais e o fim desta pandemia do coronavírus.

Em comunhão fraterna e preces.

DOM PAULO BOSI DAL’BÓ
BISPO DIOCESANO

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