Imagem de Free-Photos por Pixabay

A educação é dever, sobretudo, da família, que é uma escola do mais rico humanismo. A família, de fato, é o melhor ambiente para cumprir a obrigação de garantir uma gradual educação da vida sexual. Ela tem uma carga afetiva capaz de fazer aceitar, sem traumas, mesmo as realidades mais delicadas, e integrá-las harmonicamente numa personalidade equilibrada e rica.

O afeto e a confiança recíproca que se vive na família são necessários ao desenvolvimento harmônico e equilibrado da criança desde o seu nascimento. Para que os laços afetivos naturais que unem os pais aos filhos sejam positivos no grau máximo, os pais, sob a base de um sereno equilíbrio sexual, instaurem uma relação de confiança e diálogo com os filhos, adequada à idade e desenvolvimento deles.

Para poder dar aos filhos orientações eficazes necessárias para resolver os problemas do momento, antes mesmo dos conhecimentos teóricos, os adultos sejam exemplo com o seu comportamento. Os pais cristãos devem ser conscientes de que o seu exemplo representa a contribuição mais válida na educação dos filhos. Estes, por sua vez, poderão alcançar a certeza de que o ideal cristão é uma realidade vivida no seio da própria família.

Colaboração de Pais e Educadores

A abertura e a colaboração dos pais com os outros educadores corresponsáveis pela formação influirão positivamente no amadurecimento do jovem. A preparação teórica e a experiência dos pais ajudarão os filhos a compreenderem o valor e a função própria das realidades de homem e mulher.

A plena realização da vida conjugal e, consequentemente, a estabilidade e santidade da família, dependem da formação da consciência e dos valores assimilados durante o processo formativo dos próprios genitores.

Os valores morais vividos na família são mais facilmente transmitidos aos filhos e entre estes valores morais têm grande relevo o respeito pela vida no seio materno e, em geral, o respeito da pessoa humana, de qualquer estado e condição. Os jovens devem ser ajudados a fim de conhecerem, apreciarem e respeitarem esses valores fundamentais da existência.


Texto extraído do documento “Orientações educativas sobre o amor humano” de 1º de Novembro de 1983.

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